AES Brasil faz diagnóstico social de municípios do RN

O objetivo é planejar iniciativas de desenvolvimento social para as populações que margeiam os complexos eólicos da empresa.

Fonte: Tribuna do Norte.

A empresa AES Brasil Energia, com investimentos  de R$ 7,5 bilhões no Rio Grande do Norte, iniciou esta semana um plano de diagnóstico social para identificar problemas e potencialidades dos municípios potiguares. O objetivo é planejar iniciativas de desenvolvimento social para as populações que margeiam os complexos eólicos da empresa.

Segundo Bernardo Sacic, diretor de novos negócios da AES Brasil, em visita à Tribuna do Norte, o projeto da empresa — instalada no Brasil há 20 anos, que começou com a geração hidráulica e, na última década, passou a investir em energias renováveis — tem o objetivo de compensar os impactos ambientais nas áreas que recebem usinas eólicas.


“Mesmo sendo uma fonte de energia desejada, a energia eólica provoca impactos na natureza e na sociedade. Com isso, nosso trabalho inicial é o de minimizar estes impactos e, principalmente, compensar danos de forma eficiente”, explana o diretor de novos negócios, que apresentou os planos do grupo à direção da Tribuna do Norte ao lado de José Antônio Martins, gerente de relações institucionais, comunicação e sustentabilidade da AES Brasil.


No RN, a empresa adquiriu dois complexos eólicos operacionais no litoral norte do Rio Grande do Norte. E, hoje, já desenvolve um novo complexo, com capacidade de 1,2 GW, que está situado entre os municípios de Lajes, Angicos, Pedro Avelino e Fernando Pedroza. “Serão gerados mais de 2 mil empregos”, conta Sacic.


Bernardo Sacic explica que o diagnóstico social promovido pela empresa vai gerar uma série de investimentos em programas sociais. A análise do contexto socioeconômico das cidades potiguares deve durar quatro meses. A expectativa é de que o trabalho permita ações de desenvolvimento social e de geração de renda.


Ele reforça que o resultado das análises socioeconômicas — renda populacional, empregabilidade e oferta de serviços públicos — será levado ao governo estadual para que sejam criadas ferramentas e soluções perenes. “Nosso projeto no Rio Grande do Norte vai gerar energia por 35 anos. E, a partir da nossa presença, queremos atuar de forma objetiva e eficiente”, justifica Sacic.


No entanto, algumas iniciativas já estão prestes a serem efetivadas. A AES Brasil iniciou conversas com a Secretaria de Estado da Agricultura, da Pecuária e da Pesca (Sape) para apoiar programas de incentivo da agricultura familiar.


“Estamos buscando os projetos que podem se adequar à realidade social dos municípios potiguares. Com o arrefecimento da pandemia, nós aproveitamos o momento para iniciar esta nova ação de sustentabilidade. Já começamos este trabalho ao visitar esta semana representantes do governo estadual e entidades representativas da sociedade civil organizada”, revela.

AES Brasil no RN

Ainda de acordo com Bernardo Sacic, com a entrada em operação do novo complexo eólico no Estado, a AES Brasil projeta encerrar o ano de 2023 acima dos 4 GW em capacidade instalada operacional. Atualmente, a empresa tem hoje 2,6 GW em hidrelétricas e 1,55 GW em eólica e solar.
Em território potiguar, a empresa atua com o parque eólico Ventus, adquirido em 2020 por R$ 650 milhões. A estrutura, segundo o último balanço da empresa, gerou 336,2 MW entre janeiro e setembro deste ano. O outro complexo da empresa, formado pelos parques Mandacaru e Salinas, também foi incorporado ano passado por R$ 806, que geraram 194 MW este ano.
A nova empreitada, o Complexo Eólico Cajuína, com 1,2 GW de capacidade instalada, terá uma arrecadação estimada em R$ 14,5 milhões durante a fase de implantação e os R$ 1,6 milhão na fase operacional. A estimativa da AES é de que sejam injetados anualmente nas economias da região do complexo R$ 12 milhões por meio de pagamento com arrendamento de terras.

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