Empresa do RN aprova financiamento de R$ 3 milhões no FINEP que vai beneficiar agricultura 4.0

A submissão conjunta entre Interjato e IFRN para pesquisa e inovação foca em soluções e tecnologia IoT.

O poder público atuar como fomentador da inovação, ciência e tecnologia é tendência no mundo inteiro. Um ambiente aberto para inovação traz reflexos positivos para sociedade com o aumento da qualidade de vida das pessoas, redução do custo da tecnologia e criação de empregos através do desenvolvimento econômico e maior competitividade.

Nesse contexto nacional que ainda tem um desenvolvimento tímido no setor, a Interjato Soluções reforça o compromisso com a inovação através do desenvolvimento de um projeto com o Centro de Competências em Soluções Livres (CCSL) do IFRN. O projeto ‘MDA 4.0 – Marketplace de dados para o Agro 4.0’ foi aprovado no edital do FINEP, empresa vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, com verba de 3 milhões de reais para a inovação. A iniciativa tem contrapartida com aporte financeiro da Interjato e desenvolvimento durante três anos.

O projeto foi tema de reunião nesta terça-feira (15). O CEO da Interjato Soluções, Erich Rodrigues, foi recebido pelo Reitor do IFRN, José Arnóbio de Araújo Filho, pelo Pró-Reitor de Pesquisa e Inovação (PROPI), Avelino Aldo de Lima Neto e pelo professor Moisés Souto, coordenador do CCSL-IFRN e assessor de Projetos da PROPI-IFRN.

Projeto MDA 4.0

O MDA 4.0 vai trabalhar uma plataforma web para troca de dados agroambientais, utilizando tecnologias como Internet das Coisas (IoT) e computação na nuvem (cloud computing) combinadas ao serviço de software definido por rádio (SDR), que permitem a criação e comercialização dessas informações, gerando conhecimento que podem ser usados para otimizar sistemas transversais à agricultura e pecuária de precisão 4.0.

“Vamos trabalhar a partir de uma plataforma madura já desenvolvida e expandir essa capacidade. Isso tem uma importância especial em um estado que tem na fruticultura irrigada, agricultura, pecuária e carcinicultura como atividades econômicas relevantes. Na prática, esses dados amplos podem ser utilizados em tempo real por um especialista para dar orientações técnicas e melhorar a produtividade, por exemplo. Além de trazer um melhor desempenho e mais eficiência em todo processo”, explica Erich Rodrigues, CEO da Interjato Soluções.

Os elementos iniciais para geração de dados para plataforma serão do projeto Samanaú, do CCSL-IFRN. A coleta das informações meteorológicas será adaptada para fazer acompanhamento de outras referências além de pressão atmosférica, umidade, radiação ultravioleta, intensidade luminosa, índice pluviométrico, possibilitando que múltiplos fabricantes de diferentes naturezas possam negociar seus dados. Para isso, o modelo de marketplace será aplicado, uma estratégia que interliga oferta e demanda de produtos ou serviços, de forma a conectar essas negociações.

O reitor do IFRN, José Arnóbio de Araújo Filho, comentou a parceria entre pesquisa acadêmica e mercado de trabalho: “A academia precisa quebrar um pouco desse paradigma de não discutir com o setor produtivo, porque é no setor produtivo, na ponta, que o nosso aluno vai se inserir. É um paradigma que foi construído historicamente que precisa e pode ser quebrado”, destacou.

Para o pró-Reitor de Pesquisa e Inovação (PROPI), Avelino Aldo de Lima Neto o impacto institucional do MDA 4.0 é considerado positivo: “Essas parcerias precisam impactar socialmente. O projeto abrange vários campi do IFRN e esse é o nosso interesse, de atingir toda territorialidade do Rio Grande do Norte em diálogo com o setor produtivo e por isso nos colocamos à disposição para essa e para futuras parcerias”, disse.

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