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Recordes na geração eólica têm ajudado a amenizar consequências da crise hídrica

Recordes na geração eólica têm ajudado a amenizar consequências da crise hídrica

Fonte: G1


A boa temporada de ventos deste ano no Nordeste é a responsável pelos recordes na geração de energia eólica no Brasil.

Na Região Nordeste, a geração de energia eólica tem batido um recorde atrás do outro nessa temporada. Os ventos têm ajudado a amenizar um pouco as dificuldades impostas pela crise hídrica. É com ventos fortes que o Rio Grande do Norte ajuda ao sistema nacional na geração de energia. O estado é o maior produtor de eólica do país, e a capacidade instalada deve crescer nos próximos meses. “Vai ser um recorde de investimento. Ano passado foram cerca de R$ 7 bilhões e este ano vai passar dos R$ 12 bilhões, R$ 13 bilhões”, diz o secretário de Desenvolvimento Econômico do RN, Jaime Calado.

Hoje, o Rio Grande do Norte consome pouco mais de um gigawatt de energia, enquanto capacidade de produção eólica ultrapassa cinco gigawatts.

“Está contribuindo para dar folga ou margem para todo o sistema nacional”, explica o diretor do Centro de Energias Renováveis (Cerne), Darlan Santos.

A maior parte da matriz brasileira fica com as hidrelétricas, com cerca de 64%. E a crise energética que atinge o país ocorre devido à seca. Com a falta de chuvas, os níveis dos reservatórios ficam baixos. O acionamento das termoelétricas encarece a energia, e o consumidor acaba pagando mais caro.

O especialista em energia do IFRN Augusto Avelino avalia que diversificar a matriz brasileira é fundamental. “Cada vez mais construir parques eólicos, solares, fotovoltaicos, usinas de biomassa trazendo mais opções de geração”, explica. “A longo prazo, com o incremento das fontes renováveis, a gente espera que isso seja aliviado, ou seja, que o país consiga ofertar energia para sua população a um preço mais baixo”, continua o diretor do Cerne.

O Rio Grande do Norte lidera a contratação de novos projetos para a Aneel e para a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica. Ao todo, mais 20 usinas eólicas devem entrar em funcionamento a partir de 2024. O investimento previsto é de R$ 1,4 bilhão. No último leilão de geração de energia, na semana passada, o Rio Grande do Norte liderou mais uma vez os contratos de novos projetos de geração eólica com 350 mw. O valor é três vezes maior do que o contratado no estado de São Paulo, que ficou em segundo lugar. Em terras potiguares, a localização nos trópicos e na esquina do continente garante muito vento o ano inteiro.

“Em 2050, vamos ter uma revolução de termos uma matriz mais limpa: com solar, biomassa, eólica dominando as fatias energéticas. Então, que a gente não precise mais usar essas termoelétricas”, afirma Augusto Avelino.

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