Brasil é 3º maior importador de módulos fotovoltaicos da China no 1º trimestre

A China exportou 37.2 GW em módulos fotovoltaicos no primeiro trimestre de 2022, um aumento de 112% sobre o mesmo período do ano passado, mostra levantamento da PV Infolink, braço de energia solar fotovoltaica da consultoria InfoLink Consulting.

A análise indica que o aumento no volume pode ser atribuído ao mercado europeu, que acelerou o desenvolvimento de projetos renováveis em razão da guerra entre Rússia e Ucrânia, e também a Índia, em antecipação ao inicio da taxação de equipamentos fotovoltaicos importados em abril.

A demanda por módulos fotovoltaicos no Brasil também foi destaque no trimestre, liderando o volume de importações nas Américas.

Europa lidera em importações de módulos

A União Europeia importou 16.7 GW em módulos fotovoltaicos chineses no primeiro trimestre, o que corresponde a um aumento anual de 145%. A PV Infolink assinala que o bloco tem impulsionado a geração renovável, com países introduzindo leis de incentivos.

Além disso, o atual conflito miliar na Ucrânia forçou uma aceleração nessa agenda, visando diminuir a dependência do gás e do petróleo da Rússia. A antecipação de metas de descarbonização da matriz elétrica de alguns países membros, como a Alemanha, aqueceu a demanda por módulos e o efeito deve ser sustentado nos próximos anos.

O cenário também faz com que o continente tenha uma maior aceitação a preços mais altos, com o nível de importações avançando mês a mês mesmo diante dos contínuos aumentos de custos na cadeia de fornecimento do setor.

Índia impulsiona importações na Ásia e Pacífico

A região Ásia e Pacífico importou 11,9 GW em módulos fotovoltaicos no primeiro trimestre, aumento de 143% na comparação com o igual período de 2021. O crescimento é atribuído especialmente ao mercado indiano.

A Índia importou 8.1 GW de módulos chineses nos três primeiros meses do ano, um incremento anual de 429%. O país respondeu por 68% do volume de importações na região no período.

Conforme a PV Infolink, a demanda é consequência da imposição de uma tarifa de importação de 40% sobre módulos importados, iniciada em abril. Da mesma forma, é esperado que, com a taxação em vigor, a procura despenque no segundo trimestre.

Brasil é destaque nas Américas

As Américas, Oriente Médio e África importaram, respectivamente, 6.1 GW, 1.7 GW e 0.8 GW de módulos da China no trimestre, representando aumentos anuais de 63%, 6% e 61%. No continente americano, o Brasil foi o destaque, com 4.9 GW em volume importado no período, um crescimento de 84% sobre o igual trimestre de 2021.

A PV Infolink aponta que, graças as isenções tarifárias sobre a importação de equipamentos fotovoltaicos, o País segue como o terceiro maior mercado do mundo para painéis da China. A avaliação é que o marco legal da geração distribuída pode ter efeito de reduzir a demanda a partir de 2023.

Fonte: Portal Solar

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