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Aumenta demanda por energia solar

Por Matheus Oliveira | Portal Multiplix

Em tempos de inflação e preços altos, tecnologia ganha ainda mais destaque no Brasil

Recentemente a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou que o aumento na tarifa de energia elétrica pode ser o maior dos últimos três anos. A estimativa é que o acréscimo médio seja de 13% a mais este ano. Um reajuste médio de 5% também deve ocorrer em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio. Desta forma, muitas pessoas buscam formas de economizar na fonte de energia elétrica. Uma delas é a utilização da energia fotovoltaica, popularmente conhecida como energia solar. Para saber as vantagens e desvantagens da utilização da energia fotovoltaica, que vem ganhando ainda mais adeptos em todo o Brasil, a reportagem do Portal Multiplix conversou com o engenheiro Dannyo Escobar.

Ele explica que os impactos sociais e ambientais são algumas das vantagens oferecidas por este tipo de energia.

“A importância da energia solar ou fotovoltaica pode ser avaliada através do seu impacto social e ambiental. O impacto social ocorre porque se aplicada em comunidades de baixa renda pode dar acesso à luz solar em ambientes escuros e de pouca segurança, facilitando também a melhoria do saneamento básico e outros serviços essenciais. E do ponto de vista ambiental, por gerar energia sem emitir gases, reduzindo o efeito estufa, sendo uma energia alternativa, limpa e renovável”, declarou.

  • Ele afirma que a utilização desta energia renovável ajuda no combate ao aquecimento global, ganhando a adesão de inúmeras empresas.
  • Segundo o engenheiro, as principais vantagens da utilização de energia solar são:
  • Reduzir em até 95% a conta de energia elétrica que você recebe todo mês
  • Retorno financeiro sob seu investimento muitas vezes acima de investimentos comuns na vida do brasileiro, como fundos de renda fixa, tesouro direto e caderneta de poupança
  • O investimento para aquisição de um sistema residencial, por exemplo, se paga em média entre 4 a 6 anos
  • Tecnologia garante ao seu proprietário uma economia durante pelo menos 25 anos, tempo de vida útil padrão do painel solar (e que pode durar por mais tempo)
  • Imediata valorização do imóvel após a instalação
  • Para clientes com perfil mais comercial, por exemplo, o reconhecimento por uma ação de pioneirismo e a possibilidade de ações de marketing verde acerca do sistema solar e seus benefícios ambientais aumentam, ainda mais, o apelo pela aquisição do sistema, tornando possível não só o retorno tangível como também o intangível
  • Uma última, mas não menos importante, vantagem da energia solar no Brasil para os consumidores de energia é o fato de que ela protege contra a inflação do custo da geração elétrica no país, a qual mantém a maioria dos consumidores expostos a aumentos repentinos nas suas respectivas contas

“Existem diversas vantagens nesta forma de gerar energia e que podem variar de acordo com o perfil e expectativa de cada gerador. Mas sem dúvida, o benefício da economia com a redução de (possivelmente) quase todo o custo nas contas de energia elétrica é, certamente, a principal vantagem para todos os consumidores que adquirem um sistema de energia solar no Brasil’, conta Dannyo.

Na visão do profissional, a principal desvantagem é a dificuldade de levar esta tecnologia para várias camadas da população.

“É muito comum ouvir que a instalação de sistemas de energia solar fotovoltaica no Brasil é cara, quando ainda não se encontra formas de obtê-la. Isso ocasiona um certo descontentamento e frustração por parte daqueles que desejam não só economizar bastante dinheiro com a instalação de um sistema, mas também participar desse movimento de empoderamento e revolução energética. Normalmente, o crescimento de tecnologias com alto potencial de impacto social se dá paulatinamente e de forma gradual, penetrando primeiro algumas camadas da sociedade, que abrem caminho para outras”, conta Dannyo.

Além dos reajustes nas tarifas de energia elétrica, a inflação também vem aumentando, gerando gastos maiores. Assim, Dannyo relata que a procura pela adoção da energia solar em residências ou empresas tem subido consideravelmente.

“Sim o setor de energia solar em meio à pandemia foi e ainda é o setor que mais possui demanda de serviços e empregos. Um exemplo é que só em 2020 o crescimento foi de mais de 100%, comparando com o ano anterior. Neste ano, a expectativa é que o Brasil dobre novamente o crescimento, gerando a necessidade de mais empresas especializadas e mais mão de obra para atuar com essa tecnologia”, destaca, completando

“A instalação é feita de maneira bem simples, variando de acordo com o tipo do telhado onde os módulos serão instalados e de acordo com o tamanho do sistema (Módulos Fotovoltaicos x Área disponível)”, afirma.

A energia solar é gerada por meio da incidência de luz natural em placas com células de silício. Sua utilização pode reduzir em até 95% a dependência da energia distribuída pelas concessionárias. Por se tratar de uma fonte renovável, é recomendada por especialistas devido ao baixo impacto ambiental.

Segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o Rio de Janeiro é o 7º estado que mais produz esse tipo de energia. As outras unidades da federação à frente do Rio são, respectivamente, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso. Em 2017, o Brasil foi o 10º país que mais investiu nesta forma de gerar energia.

O investimento em fontes renováveis de energia vem crescendo nos últimos anos em decorrência da crise mundial e da necessidade de atender às novas demandas. Assim, países emergentes, como China e Índia vêm olhando com maior atenção para o mercado. Entre as energias renováveis, estão biomassa, eólica e solar.

Em 2015, o investimento na área bateu recorde mundial chegando à marca de 286 bilhões de dólares, tendo um aumento considerável entres os países em desenvolvimento de acordo com relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). O fomento nas nações emergentes subiu 19% em 2015 e nos países em desenvolvimento diminuiu 8%.

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