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Rio Grande do Norte e Piauí se destacam com fontes eólica e solar

Rio Grande do Norte e Piauí se destacam com fontes eólica e solar

Por Cristiane Pinheiro

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) libera operação de mais 318,34 MW, sendo 76% de fontes eólica e solar, com destaque para os estados do Rio Grande do Norte, com mais 101,8 MW de usinas eólicas e o Piauí, com empreendimentos de energia solar (91,68 MW), mostrando o crescimento da energia renovável no País. Já as fontes hidrelétricas e térmicas ficaram com 24% desse total.

A potência fiscalizada leva em conta a operação comercial a partir da primeira unidade operadora e pode crescer com o tempo. Segundo a Aneel, em 2020 a fiscalização já liberou 3.763,61 MW em 18 Estados, com mais da metade das unidades federativas no Brasil ganhando pelo menos uma usina este ano. Devido à pandemia de covid-19, a fiscalização da agência teve que se adaptar e vem utilizando tecnologias como o acompanhamento das obras por satélite. Em outubro, completa a agência, o Brasil alcançou capacidade instalada de 173.501,9 MW de potência fiscalizada, sendo 74,76% de usinas de fontes com baixa emissão de gases efeito estufa.

Em julho deste ano, o Nordeste brasileiro já era destaque nesses segmentos. Quatro estados nordestinos estavam entre os principais geradores de energia eólica e solar no Brasil no primeiro semestre de 2020, revela levantamento do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgado na terceira semana de julho. Bahia, Piauí e Ceará integram o ‘top five’ de ambos os segmentos, enquanto o Rio Grande do Norte faz parte da lista que abrange a matriz proveniente dos ventos.

A Bahia tem um duplo motivo para comemorar, uma vez que o Estado é líder nacional tanto na geração de energia eólica quanto de solar, segundo o levantamento do ONS. No primeiro semestre, foram 4.750.311,04 MWh e 718.247,04 MWh produzidos por meio dessas fontes renováveis, respectivamente.

Caititu 2 e 3, Corrupião 3, Carcará e Ventos de São Januário 20 e 21 são os parques eólicos que entraram em operação comercial no primeiro semestre deste ano na Bahia. Os seis novos empreendimentos estão localizados nos municípios de Pindaí e Campo Formoso, aumentando para 171 parques em funcionamento distribuídos por 20 cidades. O Estado se mantém na liderança da geração de energia elétrica a partir da fonte dos ventos no Brasil.

O potencial eólico do território baiano contribui para a atração de negócios por meio das empresas do setor energético. Desde 2012, o montante investido nos parques em atividade foi de R$ 16,5 bilhões. Os empreendimentos foram responsáveis pela produção de 4.750.311,04 MWh de energia elétrica entre janeiro e maio deste ano, segundo o ONS. A Bahia gerou 31,8% do total do País na força dos ventos, o que seria capaz de atender 8,3 milhões de residências.

De acordo com dados do Informes de Energias Renováveis da SDE, há atualmente na Bahia 54 parques eólicos em construção e outros 70 parques em construção prestes a se iniciar. A previsão é que, juntos, possam injetar R$ 13,2 bilhões em investimentos no Estado e gerem 53,2 mil empregos diretos e indiretos.

Já no setor solar fotovoltaico, 44 parques estão prestes a começar a construção, com investimentos previstos na ordem de R$ 6 bilhões e possível abertura de 21,2 mil postos de trabalho na fase de construção dessas usinas. Com os novos parques, a Bahia pode alcançar 1,6 GW de potência instalada em solar, até 2024, e 7 GW de potência instalada, em eólica, até 2025.

Além da fonte dos ventos, a Bahia também permanece em primeiro lugar no ranking da geração solar no País. O território baiano possui 31 empreendimentos em funcionamento e nos quais foram aplicados R$ 4 bilhões por empresas do setor nos últimos oito anos.

De acordo com o ONS, os parques instalados em oito municípios produziram 718.247,04 MWh de energia elétrica de janeiro até maio de 2020. O dado representa 30,9% do valor gerado pela fonte solar fotovoltaica no Brasil e teria capacidade de atendimento para cerca de 880 mil residências.

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