Luz, câmera e … reconhecimento facial.

Você já acessou a nuvem do seu celular e percebeu como o sistema consegue agrupar todas as fotos de uma pessoa, até mesmo em diferentes idades e fases da vida? Pois é, esse é um dos vários campos da inteligência artificial que estão presentes na sua rotina e você poucas vezes se dá conta. Nesse caso, a ferramenta realiza o chamado reconhecimento facial.

E ele não é algo exclusivo apenas para esse espaço. Assistir aulas online, desbloquear aparelhos eletrônicos, autenticar aplicativos de documentos importantes, como Carteira de Habilitação, jogar alguns games e realizar operações bancárias. Tudo facilitado usando apenas uma câmera voltada para o seu rosto, que identifica você como o responsável por aquela ação. Além, claro, de trazer mais segurança.

Hoje, ter somente uma senha não é suficiente para evitar intrusos. Segundo a Microsoft, a cada segundo são feitos 579 ataques a senhas, totalizando 18 bilhões de tentativas por ano. Infelizmente, as combinações de senhas estão sendo quebradas pelos hackers e uma boa saída, é o reconhecimento facial.

Como funciona o reconhecimento?

Um sistema de algoritmos e softwares mapeia os padrões nos rostos das pessoas – como a distância entre os olhos, a estrutura do nariz e do queixo – e é treinado para ligá-lo a apenas um indivíduo. Uma espécie de quebra cabeça.

Esses pontos são gravados e armazenados no formato de algoritmos em um banco de dados, que os reconhece através de cálculos.

Para identificar um perfil, a tecnologia compara a face escaneada com a imagem que ela já tem em sua base de dados.

Mas os rostos mudam com o passar do tempo!

Exatamente. Contudo, o rosto humano possui uma composição básica que não se altera, e é lida pelos aplicativos como pontos em comum. A expansão e o acesso aos bancos de dados estão cada vez maiores. Logo, a tecnologia aprendeu a reconhecer rostos que mudam por causa do envelhecimento, por exemplo. Desse modo, conseguiu “treinar” ainda mais os robôs para conseguir diferenciar as pessoas, umas das outras.

Investimentos

Até o fim deste ano, espera-se aproximadamente R$ 2,4 bilhões de reais de investimentos gerados pela tecnologia no Brasil. Uma pesquisa da International Data Corporation (IDC) revela que, em média, 25% das empresas brasileiras de grande porte têm apostado em projetos baseados em IA, voltados para reconhecimento facial.

Você conhece a LGPD?

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais é a lei responsável pelas normas de uso, transferência e proteção de dados pessoais em nosso país.

Ela foi inspirada na GDPR (General Data Protection Regulation), que entrou em vigência em 2018 na União Europeia, trazendo grandes impactos para empresas e consumidores, com objetivo de estabelecer diretrizes importantes e obrigatórias para a coleta, processamento e armazenamento de dados pessoais.

No Brasil, a LGPD (Lei nº 13.709, de 14/8/2018) entrou em vigor em 18 de setembro de 2020. Com esse passo importante, passamos a fazer parte de um grupo de países que conta com uma legislação específica para a proteção de dados dos seus cidadãos.

Como a LGPD atua no uso do Reconhecimento Facial?

De acordo com o portal Conjur – Consultor Jurídico: “A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) está em vigor. Com a frequente utilização de câmeras de vídeo para segurança privada, inclusive com reconhecimento facial, surgem questões sobre a necessidade de adequações das imagens capturadas à LGPD. A lei considera a imagem da pessoa como um dado pessoal, mais ainda, como um dado pessoal sensível uma vez que é considerado dado biométrico, o que exige um cuidado mais rigoroso em seu tratamento. Via de regra, o tratamento de dado pessoal sensível é possível desde que o titular do dado manifeste seu consentimento (autorização) para o uso de uma finalidade — o que seria impossível em um ambiente como o de shopping center. Entretanto, conforme artigo 11, II, alínea “e”, da LGPD, há dispensa do consentimento para tais imagens/filmagens desde que para a finalidade de proteção da vida, integridade física do titular do dado ou de terceiros, mas o uso dessas imagens deve cumprir estritamente esta finalidade. Assim, não podem ser utilizadas para qualquer outra destinação ou finalidade, como, por exemplo, monitorar a atividade do cliente dentro do shopping e/ou utilização para análise de ações de marketing.” Matéria disponível no link.

Para o analista de marketing e inteligência de mercado da Interjato, Aloísio Lemos, a LGPD no reconhecimento facial assume um lugar de proteção às pessoas após conhecidos episódios associados ao risco da segurança e invasão de privacidade.

Hoje, a Interjato Soluções possui alta expertise e equipe dedicada para aplicar a tecnologia de reconhecimento facial garantindo a máxima segurança no controle de acesso de empresas e cidades.